a cueca e a vida a dois

Logo que cheguei no circo, minha vida começou a mudar em muito aspectos: eu nao teria mais UMA casa, eu nao teria mais MEU médico, eu nao iria mais no MESMO supermercado, eu nao saberia "muito" mais sobre a cidade que estaria vivendo, meu armário viraria minha mala e, nao bastando tudo isso, eu estava tendo minha primeira experiência de dividir casa com meuuuuuu...hummmm... namor... irido! Nao adianta, juntou as escovas de dente, bummm: é marido. Sim é marido, ajoelha e reza!

Deus, era muita informação de uma só vez para uma pobre terráquea! 

Um belo dia, quase dois anos atrás, no começo de toda a "fulga com o circo", eu estava em Quebec City  (nossa segunda cidade em turnê, juntos) e resolvi lavar minhas roupas. Ah sim, porque até aqui nós tínhamos cestos separados de roupa, cada um colocava suas roupas para lavar!

Peguei meu cesto de roupas, saí pela porta, passei pelo patio, vi um monte de esquilinhos tao bonitinhos, cumprimentei as pessoas no caminho e cheguei a lavanderia. Coloquei a moeda na máquina (para que funcione), abri o cesto e fui colocando minhas roupas na máquina: uma saia, duas calças, quatro pares de meia, três camisetas, duas camisas, uma cueca, uma.... ops, o que???? uma cueca??? UMA CUECA NAS MINHAS COISAS, socorrrro!!!! O terror tomou conta de mim como nunca havia tomado, o meu sangue subiu para a cabeça, fiquei vermelha, nao sei se de vergonha ou de raiva, parecia que todas minhas certezas tinham se acabado naquele momento. Como assim, uma cueca nas minhas coisas??? Eu fui lentamente escorregando pela máquina de lavar até sentar no chao, claro: com a cueca na mao. Olhei outra vez para a bendita como se estivesse encontrado a prova de um crime horrendo acontecido sei lá eu quando sei lá eu onde, por sei lá eu quem. Mas era a prova viva, real e clara!

Sentei.

Sentei e pensei em minhas conviccoes. Pensei no que havia falado: nunca lavaria uma cueca de homem nenhum! Imaginava que essa cena deveria ser a mais triste na vida de uma pessoa!!! Estava aterrorizada. 

Mas tudo isso foram questões de segundos, até o momento em que pensei: E isso é tao horrível assim? É tao horrível quanto eu pensava? Porque estou fazendo tanto drama por causa de uma cueca? Fala sério, é só uma cueca! Eu sou mais forte que ela! hahahaha!

Caí numa gargalhada só. Sozinha, rindo com uma cueca na mao e praticamente falando com essa cueca, porque tudo que pensava dava para ser visto na minha cara. Depois de 50 segundos de tensao, porque foi o que durou isso tudo, eu nao cabia mais em mim de tanto rir!! Botei a cueca na máquina de lavar, e pensei: caramba, isso é mais fácil que eu pensava!! Continua sendo a mesma Fabiana, com as mesmas convicções, mesmo tendo colocado a cueca para lavar!! 

Aé, casar é juntar escova de dente? Que nada! Casar é encontrar uma cueca perdida no meio das tuas roupas! Aí o amor concretizou, hahahah! O encontro da cueca é praticamente um divisor de águas na vida de uma mulher. Um divisor de água de deixa bem claro: agora minha filha, passaste para o lado de lá!

E hoje? Hoje temos uma cesta roupa para os dois, o que deixou nossa vida mais prática e rápida, sem pré-conceitos, sem julgamento feminino ortodoxo, mas com a leveza pesada da vida a dois!

Às vezes eu penso que, em vez de colocar uma aliança no dedo na hora do casamento, deveriam colocar uma cueca no cesto de roupas da mulher e perguntar: Você aceita este homem como seu legítimo esposo para.... quem sabe um dia! Ou pelo menos trabalhar este momento no cursinho de casamento, sei lá!

Entre amor, cuecas e sutias, a gente vai levando...!

A fofoca na pequena cidade!

É incrível pensar que, apesar de estarmos constantemente viajando, vivemos em uma pequena cidade.
Como?

Nossa cidade é formada por, mais ou menos, 110 pessoas. Esse é o número total de pessoas que viajam com o circo. Então, apesar de estarmos agora em Seul, continuamos sendo aquela pequena cidade dentro da grande cidade. Por quê?

Porque nossos vizinhos são as pessoas do circo, quando vamos ao supermercado encontramos com um deles, quando vamos à farmácia encontramos outros deles, quando queremos sair de casa e não pensar sobre o circo, bummmm! No elevador ali estará te esperando o teu colega de trabalho e a namorada!

Ou seja, não tem como fugir. Se foge com o circo, mas dele não tem como escapar! De uma maneira ou de outra os amigos acabam sendo do circo, as notícias acabam sendo em relação ao circo, as festas com o pessoal do circo e a fofoca, ahhh a fofoca é constante e interminável!

Já ouviste falar que numa cidade pequena geralmente as pessoas sabem todas uma da vida das outras? Pois aqui, uma cidade de 110 habitantes, impossível não rolar fofoca.  
E o fato da galera não ter muitas redes de relações acaba fazendo a língua rolar solta e a imaginação criar coisas incríveis!

Lembro que na outra turnê aconteceu o seguinte fato: eu entrei na sala no diretor para falar com ele sobre alguma coisa, que agora não lembro o que era, e alguém me viu conversando com ele. VIU, não escutou. No dia seguinte duas pessoas vieram me perguntar se o trabalho que estava em aberto seria meu. E eu perguntei: o que?
Como assim se o trabalho é meu?
- “É porque ontem tu estavas falando com o diretor e alguém te viu saindo da sala dele...”
E?????

Eu poderia estar falando sobre mil e uma coisas, mas a imaginação das pessoas é capaz de criar algo tão grande e tão bem elaborado que às vezes me dá um pouco de medo!
E para não passar batido, uma segunda pessoa veio me perguntar a mesma coisa, ou seja, além de inventar a fofoca, alguém passou adiante e no dia seguinte muita gente sabia. Ah, tá de brincadeira comigo!

Apesar de termos passado por Nova Iorque, Washington, Seul, Taipei, São Francisco, Montreal, as pessoas aqui são quase sempre as mesmas. Algumas não conseguem aproveitar e evoluir com as viagens e acabam imersas nesse mundo circense que, se não nos cuidamos, nos coloca da corda bamba sem rede de proteção!

Balança, balança e cai na língua do povo!!

onde eu moro? parte 2.

Tudo é sempre diferente, tu já pensaste em ter um novo endereço a cada 6 semanas?
Peraí:
-novo endereço
-novo telefone residencial
-novo CEP
-novo porteiro
-novos vizinhos
-novo tudo

Nossa vida é uma constante mudança. 

E claro que é difícil adaptar-se a tudo isso. Um dos sintomas constante que tenho, e que muitas pessoas que vivem aqui tem, é o seguinte: acordar pela manha e ficar uns 10 segundos pensando onde está. "Onde estou?" Olhar ao redor e não ter nem idéia de onde estás. 
Parece louco, nao?
É um sentimento completamente estranho. Uma ansiedade gigante! Parece que o cérebro nao consegue acompanhar as mudanças constantes de quarto! E ele nao reconhece mesmo.

Nunca pensamos sobre isso porque moramos sempre no mesmo lugar: a janela está sempre na direita, a porta um metro e meio da cama, a luz de cabeceira do lado esquerdo e a gente deita pelo lado esquerdo também, às 7hs da manha começa o barulho do tráfego, o sol aparece as 6hs, o cachorro da vizinha sempre me acorda às 5hs...

Dá pra imaginar como fica a nossa cuca quando tudo muda tanto? Pobre, acorda desorientada, sem ter um ponto de referência para pensar "estou aqui". Pois sim, temos nossos pontos de referência e nem nos damos conta.

Tudo que era automático, passa a ser mecânico. É necessário PENSAR para fazer todas as coisas que eram automáticas. É necessário "pensar para acordar". Já imaginaste? A primeira vez que senti isso pensei... "estou ficando louca", mas depois comecei a dividir isso com alguns amigos que disseram: "isso sempre acontece comigo!". Tu não tens noção dá tranqüilidade que estas pessoas me deram, sem ao menos perceber!

Não esquece que a cozinha muda completamente também! Onde está o sal? as panelas antes estavam em cima no armário da esquerda, agora estao em baixo no armário da direita! Sal, massa, arroz, feijão (se existir onde estamos)

Lembra aquela sensaçao de quando começamos a dirigir? Aquela dureza toda, nao querer escutar nem música pra poder concentrar na hora certa de fazer a marcha, quando ligar o pisca, quando parar ou andar... então, agora imagina dirigir constantemente assim, quando aquelas coisas que deveriam tornar-se automática, nao sao.

Nós perdermos muito tempo com as adaptações, e isso pode ser bom ou não. Não é bom porque para quase tudo levamos o dobro de tempo e gastamos o dobro de energia. É bom porque vamos aprendendo e conhecendo diferentes maneiras de lidarmos com situações tão cotidianas e tao automáticas!

Depois de dois dias tudo muda. Nosso cérebro já se acostumou a ver a janela do lado tal, a porta do lado tal, a cama em tal direção e, aos poucos, vamos nos adaptando e testando os vizinhos... se eles fazem barulho e, o principal, quanto barulho eles estão dispostos a escutar. Porque a gente adora fazer festas na nossa casa e convidar os amigos pra escutar uma boa música! Ah, e claro, para uma boa feijoada, porque até 4 meses atrás nós tínhamos uma panela enorme na turnê, era uma mala apenas para coisas da cozinha.  :)

Com essa função toda do automático virar mecânico, um dia me peguei pensando no movimento de nossa língua quando comemos. Já paraste pra pensar nisso? Então tenta, a língua sincroniza total com a comida! O corpo humano é incrível, mas apesar disso, ainda não conseguiu a se adaptar 100% a vida em turnê... como quase nada é adaptável a ela...

vou falar mais sobre isso...

onde eu moro?

ADAPTAÇAO.

Adaptação constante a tudo, a todos, porque tudo é sempre novo, e quase tudo é sempre diferente.
Não entendeu? Então, é assim que começamos, sem entender nada e achando que sabemos tudo!
Afinal de conta, fugir com o circo é o sonho de muita gente! Mas viver no circo é um constante aprendizado.
Para começar: mudamos de cidade ou de país a cada 6 ou 8 semanas.
Ou seja:

-cursos
-médico
-academia
-associar-se a qualquer coisa
-raíz
-farmácia
-salao de beleza (luzes!)
-escola
-faculdade
-costureira
-qual restaurante ir?
-meu computador estragou, onde levar?
-onde é o consulado?
-que endereço residencial vou registrar do Banco?
-qual é meu endereço?
-qual o melhor sabao para máquina de lavar?
essa é apenas uma pequena lista de perguntas ou necessidades que fazem parte do nosso cotidiano.

"Como assim tu não sabes onde moras???" Essa foi a pergunta que a mulher horrenda e cruel que trabalha no setor de informações do metro de São Francisco me perguntou. E porque uma pessoa não sabe onde mora?

Porque tá louca! Claro!

Não. Não é claro.

Existem outras opções, como por exemplo: porque ela vive em turnê e porque ela acabou de chegar na cidade e ainda não conhece tudo. E mais: Ela não sabe onde fica a farmácia, o supermercado, onde arrumar o computador, não sabia também que o supermercado tinha um cartãozinho de desconto incrível, não sabia  que o metro que passava na frente da casa dela não faz o mesmo caminho de volta e não sabia que ia encontrar uma horrenda ridícula que gritava perguntando: "Como assim tu não sabes onde mora???"

A mulher gritou no microfone umas 5 vezes a mesma frase. Meus olhos a queimavam inteira, porque as pessoas passavam e olhavam pra mim com uma cara... Minha vontade era dizer: "mexe essa bunda redonda dessa cadeira e busca um mapa pra me ajudar! Aliás esse é teu trabalho!!".

Mas como eu sempre tenho o endereço de onde estou morando, mostrei pra ela que me disse: "onde que fica essa rua? que rua é essa??" e eu olhei pra ela, pensei (agora é minha vez) e falei: "Como assim tu não sabes onde fica essa rua!! É teu trabalho!!" Ela fechou a cara e eu fui embora.

Peguei um táxi e cheguei em casa. Fui pro computador do Fabri estudar o transporte público de Sao Francisco e procurar um lugar para arrumar meu computador (sim, porque meu computador estava estragado e nao tinha nem idéia de onde mandar para arrumar.)

Fala sério.
... continuação da postagem anterior ...

Depois de um tempo fomos descobrir como funciona a cultura deles, que realmente precisam ter uma confiança maior para sair por aí abrindo sorrisos, dando "oi´s" e trocando idéias. Eles são mais fechados que todos, e aposto que quando eles topam com nós brasileiros (que somos só sorriso), eles pensam: "esse aí esta querendo me comer" ou "essa aí é assanhada!"  hehehehhe!!


Pra fechar com chave de oro: a melhor maneira de ficar amigo de um russo é convidando para tomar vodca contigo! Quero dizer, tem que aguentar a barra porque vais beber bastante! Eles vão virar teus melhores amigos! Nem que seja por aquela noite, porque no dia seguinte, eles voltam a fechar a cara!



Foi assim que fiquei amiga delas. Um dia que todas bebemos juntas na casa de uma das mulheres do circo e falamos de tudo! No outro dia estavam tímidas, mas comecei a ter muito mais contato com elas! E claro que a maneira que eu lhe dava com as crianças, com as delas também, fez a gente se aproximar! Porque eu estava sempre brincando com as crianças.

Final da história: em uma das últimas festas que fizemos, no nosso apartamento, escutei a campainha tocar e, quando abri, um dos russos perguntou se eu aceitava uma máfia russa na minha casa, e eu disse: claro que sim! sejam bem-vindos! Entraram, mais ou menos, uns 8! Eles estavam todos escondidos nos corredores e foram aparecendo um por vez! Confesso que foi um dos momentos históricos da nossa vida nessa turne, hahahah!! É complicado, sim, é complicado, mas a gente só ganha quando dá espaço para outras culturas entrarem nas nossas vidas. Isso nos ajuda a sair da volta do nosso umbigo e aceitar mais o outro, com suas diferenças e pensamentos. E eu amo isso. Esse é um dos motivos que me fazem, ainda, estar viajando!


Agora a escolha é tua, ou fecha cara, ou abre a cabeça!
Seguindo no assunto das diferenças culturais (que diga-se de passagem, vai dar pano pra manga nesse blog).

Todos os brasileiros estavam de cara com os russos. "Cara, eu trabalho contigo, que história é essa de não cumprimentar?". Eles falavam que era assim todos os dias. Mas o que que é isso, pensei eu? Eu pensei que era só comigo, porque era nova por lá e eles não tinham nem idéia de quem eu era. Não, era sempre igual, e com todos.

Aí a gente começa a tentar explicar tudo. Tenta pensar na história que os caras tiveram, tenta pensar no que eles passaram com um governo que marcava cerrado, pensa isso, pensa aquilo e acaba dando desculpa que nem nós acreditamos mais, mas... vamos lá, estamos tentando entender.
....
Passam-se meses e eles não modificam. Eles continuam exatamente igual. Preciso dizer que tem exceções, mas não são muitos, de vários que trabalham no circo. Não podemos esquecer que muitos estão com suas famílias, mulheres, filhos... e que não deixam de ser igual.

Pensei comigo: vou fazer de tudo isso um teste. Me coloquei a prova pra ver "qual é que era". Primeiro de tudo: comecei a modificar meu jeito "toda simpatia" de ser. Porque? Pq isso poderia estar sendo o "choque" com eles. Se tem uma coisa que aprendi com as milhas que percorri foi: quer conhecer uma cultura? Pois faça parte dela, entre nela e tente captar o que vês com os olhos deles, e não com os teus.

É mais ou menos como cantar. Eu tento conhecer a história daquela música, ver em que época foi criada, por quem, qual situação, para poder interpreta-la melhor. Com as pessoas de outras culturas é a mesma coisa. Uns olham para as árabes cobertas por seus véus, durante o verão e dizem: calor! eu olho e digo: cultura! E foi a isso que me propus: vou tentar me aproximar deles a medida que eles forem abrindo caminho. Eu e o Fabri falávamos muito sobre isso, a sorte é que, por nossa experiência de estar há dois anos vivendo fora do Brasil, tínhamos a mesma visao e a mesma idéia sobre o assunto.

Me lembro que um dia alguém comentou com a gente sobre todo esse lance com os russos. Essa pessoa estava P*$%· da cara. O Fabri falou: Che, eu entendo o que tu me dizes, mas tenta entender o lado deles... já pensaste que cada vez que tu passas por eles e abre aquele sorrisão para cumprimentar eles devem pensar: "olha esse cara aqui todo se abrindo, deve estar querendo me comer!" e era isso mesmo! quero dizer, não sei se era isso que eles pensavam, mas era como se fosse! 

essa história CONTINUA na próxima postagem (que é a de cima :) ...

a cozinha

A cozinha é o ponto de encontro e de descanso do pessoal. A idéia é que seja como a cozinha da nossa casa, lugar pra comer, conversar com os amigos... eles tentam contemplar todas as culturas, ou seja, tentam fazer comidas típicas dos diferentes países da galera que trabalha lá. Eu já comi feijão e pão de queijo. Aliás, o pão de queijo que eles faziam lá era bom mesmo!

Tem também um espaço com sofás, uma estante de livros, computadores, jogos para as crianças, mesa de pebolim... tudo pra ficar em casa.

na primeia apresentaçao de cada cidade, a chamada "Premiére", eles fazem um jantar especial. Geralmente é uma delícia e muita comida, humm! Depois que termina o show tem a "festa da premiere", onde a galera bebe pra caramba, então, no dia seguinte, eles fazem "junk food", ou seja, hamburgers, cachorro quente, batata frita... pra ajudar na absorção do álcool! heheheh! Isso não é regra, mas acontece bastante!
Outra idéia é provar temperos e comidas típicas dos lugares em que estamos morando. Por exemplo, em Boston lagosta é um prato super famoso (frutos do mar, em geral) então na janta da Premiere teve lagosta, ostras e frutos do mar no geral.

Eles estão montados sobre três caminhoes que abrem os lados e, assim, montam a cozinha. São de três a quatro chef´s que seguem com o circo e o resto do grupo é contrato como temporário em cada cidade. (isso tudo pode modificar de turnê para turnê). Todo domingo rola "brunch" e quase todas as famílias vem para o site comer e interagir. É o dia "da família" no circo, por mais que todos dias podemos comer e estar por lá! 

A cozinha é o lugar onde ficamos para encontrar e conversar com os amigos. Onde damos boas risadas, onde escuto as coisas boas, as fofocas, onde falamos besteira e onde espero pela galera enquanto eles estao fazendo o show. Eu, sinceramente, tenho um certo encanto pela cozinha. Depois que o tempo passa e já conheces todo mundo, é uma sensaço muita boa cada vez que entramos lá.